As expectativas são menores, mas a região se mantém esperançosa
São Paulo, 21 de novembro de 2008 – Diante da crise financeira mundial, a IDC reviu os números de investimentos globais em TI para 2009 que haviam sido anunciados em agosto. As novas projeções mostram que, para o próximo ano, o crescimento dos gastos com TI em nível mundial deve ser de 2.6%. Nos Estados Unidos, a projeção é de 0.9% (ante uma previsão de 4,2%) e na América Latina, de 7,8%.
De acordo com as expectativas de crescimento econômico pós-crise, apresentada pelo FMI em seu relatório de 6 de outubro, o crescimento do PIB para a América Latina seria de 3,2% para 2009. Conseqüentemente, a IDC reduziu suas expectativas de crescimento das despesas com TI na AL de 13,7% antes da crise para 7,8% no âmbito do novo cenário.
Os segmentos mais afetados em 2009 na região devem ser o de hardware de consumo, como PCs, impressoras e câmeras digitais, no quais os investimentos são mais voláteis e dependem diretamente dos gastos dos consumidores. A IDC havia mencionado que os gastos com este mercado já tinham desacelerado em meados de outubro. Para 2009, espera-se que o mercado de hardware de consumo tenha um impacto nos dois primeiros trimestres, voltando ganhar fôlego no segundo semestre.
A IDC acredita que os mercados de software e serviços serão os menos afetados, de modo geral, com a crise. A previsão é que o mercado de software na América Latina cresça 9% no próximo ano e o de serviços, 8,6%. Segundo a IDC, o segmento de enterprise manterá os contratos de manutenção de software e, no mercado de serviços, também serão mantidos os projetos em curso de outsourcing, gerenciamento de operações e integração de sistemas.
Essas estimativas demandaram um esforço global da IDC para retificar o cenário de crescimento, que abrangeu pesquisa entre empresas e consumidores na região, bem como o trabalho de seus mais de 100 analistas em sete países.
Para a pesquisa foram entrevistadas 164 empresas provenientes da Argentina, Brasil e México. A maioria delas considerou que a crise, que começou nos Estados Unidos, terá um efeito negativo sobre seus próprios mercados, sendo que o México deve ser o país mais afetado da América Latina.
Antes da crise, 37% das organizações que participaram da pesquisa consideravam que os investimentos em TI no próximo ano seriam mais altos do que em 2008, já para 52% os gastos permaneceriam iguais, e apenas 12% disseram que seriam menores. A crise mudou a situação, mas o cenário é de menos otimismo e não de total pessimismo. De fato, o número de empresas que acredita que os investimentos em 2009 vai superar os deste ano chega a 23%, enquanto 46% consideram que permanecerão estáveis. Já as companhias que crêem que os aportes no próximo ano serão inferiores a 2008 somaram 32%.
As áreas mais afetadas pelo menor crescimento serão:
Hardware: Novo desktops, servidores e equipamentos de rede Serviços: Consultoria, desenvolvimento de aplicações sob medida e treinamento Software: Aplicações específicas da indústria Atividades de TI: desenvolvimento de aplicações
Do mesmo modo, 30% das empresas consultadas acreditam que os gastos com novos projetos devem cair, seguidos pela renovação e aquisição de computadores pessoais. No entanto, as empresas estão otimistas: mais de 35% considera que a crise vai terminar no primeiro semestre de 2009, enquanto que 30% acham que isso só vai acontecer no segundo semestre.
Finalmente, a maioria dos consumidores pesquisados no Brasil opina que a crise financeira mundial terminará na segunda metade de 2009.
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